25 de agosto de 2013

Oficina em 25 NONSTOP

Um pouco, muito pouco do que aconteceu durante a nossa oficina.

"Pelo Superior interesse da criança. Diferentes práticas, um mesmo olhar"

Seminário organizado pelas Aldeias de Crianças SOS e que decorreu na Casa das Histórias Paula Rego em Cascais (Maio).

16 de maio de 2013

25NONSTOP

Estamos nos últimos preparativos para o encontro da APECV a realizar no fim de semana de 18 e 19 de Maio no Porto.
Mais informações no site.
Vejam o programa!

27 de abril de 2013

30 de agosto de 2012

I CAN SEE THE LIGHT!


A Muu pertence à colecção "Vida Selvagem", aqui fica a sua história:
Por pastos e prados nunca antes mastigados, esta vaca distraída já chocou com coisas jamais vistas. "Nem mesmo por ela!" Dizem os outros. Insónias são um mal menor que o Piu ajuda a compor.

PERNAS PARA QUE TE QUERO

E o "Pernas" atravessou o atlântico para ir ter com a Carolina e agora brincam os dois muito felizes!

O "Pernas" pertence à colecção "Cabeça, tronco e membros", aqui fica a sua história:
Mais rápido que o pensamento, aparece quando menos se espera e foi assim que já apanhou um ou dois monstros mais incautos que tinham fugido debaixo da cama.

FUNDA KIT







"O fundakit é um kit de construção de redes de sensores sem fios para a concepção de interfaces tangíveis com base em programação Scratch. Particularmente vocacionado para jovens, o fundakit dispõe de ferramentas que lhes permitem criar os seus próprios artefactos e ambientes interactivos, adquirindo conhecimentos durante o processo de desenvolvimento… " 
Para além desta introdução podem ter toda a informação sobre este projecto em: http://www.fundakit.org

16 de julho de 2012

PRIMEIRO CONTACTO COM MUNARI


Depois de uma pesquisa descobri aqui: http://miekewillems.blogspot.pt/2011/02/munaris-mobiles.html.
Como construir um Mobile de Bruno Munari. E aos 4 meses tem o primeiro contacto com o trabalho de Munari. 

21 de dezembro de 2011

OFICINAS DE NATAL


DIA 1
Fomos ao jardim recolher amostras. Falámos sobre o projector de slides e fizémos as primeiras experiências.






DIA 2
"Hoje fizémos slides com cuscus, arroz, flocos de aveia, sal casca de cebola casca de alho, tecido e lã. Depois usámos cola. Nos slides a seguir utilizámos espuma e depois tinta amarela. Projectámos no tecto. Projectámos na parede e desenhámos um mapa do Tesouro. Gostámos muito." Escrito e assinado pelos sete participantes.


10 de setembro de 2011

9 de setembro de 2011

O LEBO!

É um animal mistura de leão e lobo. Muito feroz!!!!

5 de julho de 2011

A História da Avozinha Bidimensional, a duas dimensões ou, com frente e verso

Já há tanto tempo que não vos mostrava nada e hoje apeteceu-me mostrar esta viagem que construi no ano passado.


7 de janeiro de 2011

"TINTA NOS NERVOS"


Museu Colecção Berardo, Centro Cultural de Belém

De 10 de Janeiro a 27 de Março de 2011



12 de dezembro de 2010

ANIMAIS FALANTES

- Blá blá blá.

- A sério?
- Sim, sim. Eu vi tudo...

A raposinha de pescoço

Tambem tem coração!

3 de novembro de 2010

OS GUARDIÕES!!


O Sapo e a Cegonha petencem à família Fábulas Fabulosas.
Contam histórias maravilhosas enquanto o bébé faz óó.

21 de outubro de 2010

VAMOS VER!

Aqui estava o vestido Gato!





Um boneco no bolso...




e ainda, um Jardim Suspenso!



Foram todos recebidos de braços abertos!

17 de outubro de 2010

O QUE ESTÁ LÁ DENTRO?

O Ouriço Alfineteiro deseja boa viagem a todos!

25 de abril de 2010

Da Bolha à Liberdade!


“- Antes as pessoas viviam todas numa espécie de bolha.
Não era bem uma bolha. Era um círculo. Não podiam sair de casa. Podiam mas, não era para conversar umas com as outras, porque senão eram presas por uma tropa que existia.
Depois veio outra tropa que acabou com a anterior e as pessoas ficaram felizes porque já podiam sair de casa em liberdade.”
L (7 anos)

1 de março de 2010

Apresentação do estudo - 1 de 3 post


Edipe et le Sphinx,
Jean-August Dominique Ingres (1827)

Edipus and the Sphinx after Ingres,

Francis Bacon (1983)

“Em 1983, Francis Bacon (1909-1992) inspirou-se numa composição do famoso pintor francês Jean-Dominique Ingres (1780-1867) sobre o tema mitológico do diálogo entre Édipo e a Esfinge. O empréstimo excepcional do Musée du Louvre tornará possível a confrontação entre a obra de Ingres, OEdipe et le Sphinx (iniciada em 1808 e terminada em 1827) e a obra de Francis Bacon, OEdipus and the Sphinx after Ingres, que pertence a Colecção Berardo”. Mais info aqui


Escolhemos como objecto de estudo, método de educação estética e artística.
Esta pequena experiência formativa, que decorreu no Centro Cultural de Belém na sala onde se expunham os dois quadros, foi uma tentativa de despertar o interesse e entendimento sobre a arte e que culminou num contacto com materiais didácticos no espaço do museu. Cremos que este género de experiências de educação não-formal e as inúmeras interpretações que resultam da presença com obras de arte, contextualizando-as no tempo e no espaço, assim como, questionando os seus métodos e técnicas, tais como estéticas do passado e das várias linguagens artísticas, ajudam a desenvolver a sensibilidade, a fantasia, a criatividade e a imaginação das crianças no seu percurso de desenvolvimento individual.
Se as sociedades do século XXI desejam ter indivíduos que participem activamente na sua cultura, devem empenhar-se numa educação artística que defenda a criatividade e a imaginação das crianças durante todas as fases do seu desenvolvimento, já estudadas por diversos teóricos da educação como por exemplo Piaget.


Dois pintores: Jean–August Dominique Ingres e Francis Bacon

Jean–August Dominique Ingres, nasceu em Montauban em 1780 e morreu em Paris em 1867.
Ainda no princípio da sua carreira frequentou o estúdio de Jaques-Louis David em Paris. Enquanto foi estudante da Academia em Roma e com a obrigação de justificar o dinheiro que recebia do Estado francês enviou alguns quadros para França, entre eles está a primeira versão que fez de Édipo e a Esfinge (1808). Mais tarde Ingres retorna a esta tela ampliando-a em três lados, aumentando a imagem da Esfinge e incluindo a figura de um homem em segundo plano (à direita) e ainda um pé no canto inferior esquerdo.
Foi por definição, um pintor de transição entre o período Neoclássico e o romântico. Acatou as regras do Neoclassicismo em cada pormenor. Desprezava os românticos (especialmente Delacroix). Mas foram os seus trejeitos pessoais, a sua abordagem romântica aos temas clássicos, as suas obsessões e maneirismos que o tornaram proeminente.

Francis Bacon nasce em Dublin em 1909 e morre em Madrid em 1992. Como pintor foi um autodidacta, começou a pintar nos anos 30. Mas o reconhecimento internacional só aconteceu depois da II Guerra Mundial.
Bacon sofreu fortes influências do Surrealismo e da figuração distorcida de Picasso. Imune a teorias e modas exteriores, manteve-se durante mais de meio século fiel à pintura figurativa.
Foi um grande admirador dos pioneiros da fotografia e do cinema: Muybridge, pelas sequências experimentais sobre o movimento dos seres humanos e animais. E principalmente pelo close-up de uma mulher a gritar; e de Eisenstein, pelo “Couraçado de Putemkin”. Estas influencias são bastante visíveis na série dos papas que tem origem no retrato do papa Inocêncio X, de Velázquez de 1650 (Roma, Galeria Dória Pamphilj), mostrando figuras masculinas entrelaçadas, com as suas bocas bem abertas e como que fechados em gaiolas.
As suas obras figurativas e retratistas são distorcidas tanto no aspecto visível como na essência escondida, resultando num assustador diagnóstico da realidade, tornando-a numa natureza expressionista. Mostra rostos de figuras históricas ou contemporâneas retorcidos esbatidos e obscurecidos. Demonstrativos de uma imaginação imensamente fértil. Por exemplo, no quadro Édipo e a Esfinge depois de Ingres, Bacon altera a ordem das figuras tornando o centro do quadro a questão dos pés feridos/inchados, que estão na origem do nome de Édipo.


Édipo e a Esfinge

O episódio desta tragédia que inspirou Ingres e Bacon na realização dos seus quadros, foi o encontro de Édipo com a Esfinge:
Édipo encontrou-a em cima de um rochedo, um monstro sinistro com corpo de leão, asas de águia e cabeça de mulher.
Édipo olhou a Esfinge: “-Diz a tua adivinha!”
A Esfinge grunhiu a adivinha: “ – Qual é a criatura que muda de número de pés? De manhã tem quatro, ao meio-dia dois e à noite três. E quando tem menos é quando é mais forte e mais rápida.”
Fixando no jovem Édipo o seu olhar cruel, franziu as sobrancelhas por não o ver atrapalhado – ele sorriu e respondeu imediatamente: “- A resposta é fácil. É o homem, que em bebé anda a quatro, depois caminha com firmeza sobre dois pés e na velhice tem de se apoiar numa bengala.”
Furiosa por ouvir a resposta à adivinha pela primeira vez, a Esfinge deu um grito agudo, bateu as sinistras asas e desapareceu entre os rochedos para nunca mais ser vista em Tebas.

Experiência prática entre as duas obras e três crianças

Edipus and the Sphinx,
Jean-August Dominique Ingres (1827)

Edipus and the Sphinx after Ingres,
Francis Bacon (1983)


Participantes:
Alice (seis anos)
Laura (seis anos)
Lola (oito anos)
Reacções das crianças



A abordagem utilizada parece ter captado a atenção das crianças sobre diversos aspectos, motivando à partida a procura de informação. O excerto seguinte ilustra que a partir dos estímulos da facilitadora, as crianças procuraram os nomes dos pintores.

Facilitadora - Vamos começar por olhar para estas duas obras. Conseguem saber quem as pintou?
Alice - Sim, mas só naquele o nome dele está lá em baixo na moldura.
F. - E a data?
Laura - Também está na moldura. E aquele (o de Ingres) parece muito mais antigo que este (o de Bacon).

A leitura da história motivou a curiosidade dos participantes. E as perguntas sistemáticas da facilitadora promoveram o seu envolvimento, como ilustram os diálogos:
Facilitadora - Vou contar-vos a história em que estes dois pintores (o Ingres que é o da esquerda e o Bacon, o da direita), se basearam para pintar estes quadros “Édipo e a Esfinge” e “Édipo e a Esfinge depois de Ingres”.
Lola - Naquela pintura a Esfinge é aquela ali com asas.
F. - E ali? (apontando para o quadro de Francis Bacon).
Laura - É aquela ali, também com asas…
F. - Vou começar a ler a história do episódio de Édipo e a Esfinge.
A Esfinge grunhiu a adivinha: “ – Qual é a criatura que muda de número de pés? De manhã tem quatro, ao meio-dia dois e à noite três. E quando tem menos é quando é mais forte e mais rápida.
Alice - Eu sei! É o homem.

Depois da leitura da história, as crianças ficaram mais atentas aos pormenores dos quadros e analisaram detalhes que não tinham sido reconhecidos numa primeira observação:
Lola - Eu vejo ali um pé!
Alice - Onde?
Facilitadora -Ali com a caveira e as costelas em baixo?
Alice - Ah sim, vejo.
F. - Há algumas diferenças entre os dois quadros. Quando se olha para aquele quadro vê-se tudo, a gruta. Ela está num alto, e a cidade lá em baixo.
Alice - E ele não tem nenhuma roupa. Só um lenço.
Lola - Ele aqui já tem umas calças cinzentas e uma camisola, isto chega para o Verão mas no Inverno morria.
Laura - Ele ali não está na rua, está dentro de um quarto. Mas a casa está na rua.
Lola - Está no interior da casa.
F. - Ali está no exterior e ali no interior.
Lola - Eu gostava de saber porque é que a porta está aberta e tem uma mancha lá atrás?
Era o que eu estava a perguntar.
Laura - Não me parece nada bom.
F. - Ele tinha nascido com uma maldição. E sem saber, ele matou o seu pai e casou com a sua mãe.
Lola - Coitado. Por isso é que ele tem os pés com gesso e sangue? Por que tinha a maldição?
F. - O nome Édipo na língua grega quer dizer pés inchados. E quando ele foi encontrado em bebé tinha os pés inchados.
Lola - Então se ele sair do quarto vão acontecer coisas más?
F. - Talvez, não sei. (…)

Quando convidadas a desenhar a partir da história contada pelos quadros, foi possível explorar conceitos e construir sentidos que inicialmente não estavam previstos para a acção. Tal reflecte que este tipo de experiência poderá ser útil para exploração cognitiva e construção do conhecimento das crianças. O excerto seguinte ilustra esta reflexão:
Facilitadora - Querem experimentar desenhar inspirando-se na história e nos quadros?
Alice - O que é inspirar?
Lola - Inspiração é quando tens uma ideia. Estás a ver este quadro, não é? Começas por ele e depois fazes um desenho diferente que quer dizer a mesma coisa.
F. - Por exemplo se te pedisse para fazeres um desenho inspirado na Primavera, o que desenhavas?
Alice - As coisas da Primavera.
F. - Que são o quê?
Alice - Flores, passarinhos, árvores.
F. - Porque é a ideia que tens da Primavera. Para termos inspiração precisamos conhecer. Se nós não tivéssemos vindo aqui as quatro e eu pedisse para fazerem um desenho sobre o Édipo. Vocês não sabiam o que fazer.
Laura - Porque não sabíamos a história.
F. - Mas eu podia contar a história noutro sítio sem estes quadros. E nessa altura se vos pedisse para fazerem um desenho sobre o Édipo. Vocês já sabiam o que desenhar. Mas com a história e estes quadros fazem um desenho diferente. Porque têm mais informação.
Alice - Nós só vamos ver estes dois quadros? Não é quase nada.
F. - Para este tema só temos estes dois quadros.
Alice – E lá em baixo? Há mais exposições?
F. - Sim há outros quadros, outras esculturas, depois podemos ir ver mas, não é sobre isto. E desenhar, querem?
Lola - Vamos, vamos. Eu sei que vou misturar os dois quadros. A esfinge vou fazer do quadro antigo e o Édipo deste com roupa. Podemos desenhar onde quisermos?
F. - Sim podem desenhar no chão ou aqui no banco.

As crianças desenharam livremente usando como material disponível, lápis de carvão e de cor e folhas de papel A4. Podemos ver os resultados nas figuras seguintes.




Desenho de Alice

Desenho de Lola

Desenho de Laura


Em comum, os desenhos tinham o destaque dado às personagens da história. Mostrando o seu interesse pelas mesmas e pela experiência vivida. A observação dos desenhos salienta diferentes níveis de desenvolvimento dos participantes assim como o à-vontade com materiais de pintura e este tipo de actividade. Parece-nos ainda que terão integrado nas suas produções elementos projectivos das suas vivências. Alice ainda desenha o sol e o céu, estereótipos gráficos próprios do desenho das crianças da sua idade (seis anos).